quinta-feira, 1 de março de 2018

Só o Turismo está a criar empregos



Só o turismo continua a criar empregos

Os dados da população empregada distribuídos pelo Serviço Regional de Estatística, mostram que, praticamente, só o sector do turismo está a criar empregos e consequentemente a contribuir de forma mais evidente para o aumento da população empregada.
Conforme se pode verificar no gráfico, o conjunto da administração pública que inclui a saúde e a educação tem vindo perder lugares, nos últimos trimestres, e a indústria e a construção mantêm, de um modo geral, a tendência decrescente, embora com ligeiras recuperações em alguns trimestres.
A construção é o sector onde mais se tem notado esta curva descendente e o sector que mais se ressentiu com a crise.
Até agora os valores da população empregada estiveram sempre cobertos pela administração pública que se tornou um suporte nos momentos de crise, assim como a agricultura que era o tampão em determinados sectores da população.
Mas a Administração Pública, desde o início de 2017, tem vindo a diminuir o número de postos de trabalho e a agricultura já não tem a margem de manobra que tinha.
Nos dados agora divulgados, verifica-se que, no 4º Trimestre de 2017, se registou uma descida do total da população empregada -- que apresentava um crescimento desde 2013 – uma diminuição que veio a refletir-se na subida da taxa de desemprego que neste último trimestre apresentou uma ligeira subida de 8,2% para 8,3%.

Se nuns casos a quebra da população empregada ou a dificuldade de criação de empregos, em alguns sectores tem origem em causas externas, como foi a crise financeira ou os preços de matérias-primas, que estrangularam as margens de lucro, como aconteceu com a agricultura, ou em consequências de causas naturais como é o caso das pescas, noutros, dizem os especialistas, poderia ter havido alguma intervenção política.
É o caso da indústria que poderia ter beneficiado de incentivos bem mais sólidos para se fixarem e poderem promover os seus produtos noutros mercados.
Outro sector que poderia ter sido acalentado é o da construção. Dizem os empresários que nunca foram seguidas as orientações no sentido de dar maior atenção às empresas regionais e noutros casos os cadernos de encargos apresentavam valores demasiado baixos que se refletiam de forma mais dura nas pequenas empresas que faziam subempreitadas. Muitas acabaram por fechar portas.

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