segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Três mil agricultores deixam a atividade numa década

 

Três mil agricultores deixam a atividade numa década

A agricultura está e perder postos de trabalho, enquanto crescem na construção Civil e no Turismo

 (Publicado no Diário Insular e no Diário os Açores



A agricultura foi, desde sempre, um sector que criou um grande número de postos de trabalho tendo sido considerada um “tampão” social, uma vez que dava emprego a muita gente, em situações de crise. Vê-se, agora, crescer a Construção Civil e o Turismo.

Deve ter-se em consideração que a alteração que se regista na Construção Civil, que começa no início do ano de 2022 (como o gráfico mostra) é acelerada pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), que tanto na área governativa como nas autarquias, tem avançado com uma grande número de obras, criando vários postos de trabalho, apesar da significativa falta de pessoal neste sector.

Apesar de se verificar que há, ao longo dos últimos anos, uma tendência de crescimento, interrompida em momentos onde a economia se apresenta mais frágil, o fenómeno que agora se verifica parece tratar-se de uma situação circunstancial, que nem é acompanhada, por outros indicadores, como por exemplo a venda de cimento e do número de licenciamentos.

O caso da agricultura é diferente. Um sector que chegou a empregar mais de 13 000 mil pessoas, agora nem chega às 10 mil. É uma situação que resulta, em grande parte, do abandono da actividade por parte de muitos lavradores, por via dos incentivos criados e do aumento de custos de produção sem a devida compensação.

 Certamente também resulta de alterações no sector como a mecanização que dispensa muita mão-de-obra.

 

Má gestão em muitas lavouras

 

Apesar de existirem muitos lavradores que trabalham as suas lavouras como empresas, optando por maneios compensadores, também se vêem muitos que vão atrás de ideias pouco rentáveis, utilizando rações em excesso, obtendo máquinas desnecessárias e disputando com o vizinho o melhor animal, seja a que custo for. Há mesmo quem tenho ido à falência.

A RICA – Rede de Informação e Contabilidade Agrícola – mostra, com números, que muitos lavradores têm prejuízo por má gestão sendo a principal causa a utilização indevida de rações. Além dos prejuízos, essa prática põe em causa a imagem que se faz passar do leite e da carne açorianos, como sendo produtos verdes e saudáveis, imagem que tem tido grande sucesso junto dos consumidores, cada vez mais preocupados com a importância de uma alimentação saudável.

Face a todo este quadro, a produção de leite tem vindo a diminuir, tendo registado uma quebra de 6,5 % em 2022 e no presente ano também apresenta uma descida, nos primeiros meses, de 0,7%.

A produção de carne começou por registar uma subida em 2021 e 2022, mas nos primeiros meses do corrente ano também está a diminuir.

 

Agricultura continua motor da economia

 

Apesar do desencanto dos rendimentos, a lavoura continua a ser um motor importante na economia do arquipélago, representando 9% do Valor Acrescentado Bruto, enquanto a construção civil só atinge 5%.

Na verdade, a construção depende muito do exterior, quer de mão-de-obra qualificada, quer de uma boa parte dos materiais, fazendo com que grande parte dos rendimentos não fique nos Açores.

Todavia, é importante o crescimento do sector pela movimentação de outras actividades e pela importância social, uma vez que gera empregos em diversos sectores da população.

Turismo volta com mais força

O turismo, que vinha a crescer de forma significativa, depois da pandemia voltou com mais força e é agora uma actividade florescente na economia. Já representa mais de 10 mil postos de trabalho na época alta e faz movimentar diversos serviços com bons resultados na economia.

Em termos de valor acrescentado também tem vindo a crescer, verificando-se que em 2019 já atingia 8%. A pandemia deve ter afetado este valor, mas cálculos independentes dão como certo que este sector poderá representar, presentemente, 10% do Valor Acrescentado Bruto.

Também aqui também a falta de mão-de-obra tem sido um problema difícil de resolver. Provavelmente o sector terá de fazer alguns ajustes nos preços e no pagamento dos funcionários. Outra solução é a procura no exterior, até porque a Região precisa de gente e a imigração é sempre uma solução com algumas vantagens.

Rafael Cota

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Taxa de Inflação

Restaurantes e alimentação mantém inflação elevada


 

A taxa de variação média dos últimos doze meses, terminados em julho, do Índice de Preços no Consumidor, desceu para 6,36%. 
As maiores variações médias positivas verificaram-se nas classes “Restaurantes e hotéis” (15,42%), “Produtos alimentares e bebidas alcoólicas” (15,43%).

 Em sentido contrário, a única classe que apresentou variação média negativa foi a do “Vestuário e calçado” com -0,80%. 

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Desemprego na Europa



Em Junho de 2023 a taxa de de desemprego na zona euro, ajustada sazonalmente, desceu para 6,4%, quando no início do ano era de 6,7%.
Em Portugal desceu de 7,1% em Janeiro para 6,4%, valor igual à média da zona euro.


 

População empregada