segunda-feira, 22 de maio de 2017

Indicador Sintético (atualizado)


Comportamento da economia


O Indicador agora publicado mostra que, no 1º Trimestre de 2017, se  voltou a registar um desempenho positivo da economia.

Para esta situação continua a contribuir o aumento do turismo e serviços relacionados e o aumento dos funcionários públicos que têm um grande peso na formação do Valor Acrescentado Bruto.


Em sentido negativo surgem a produção de leite, a pesca, a produção de energia elétrica, o abate de bovinos, o consumo de leite e a venda de viaturas novas.

O sector da construção deu alguns sinais positivos.


(Este indicador foi atualizado face à evolução de alguns indicadores, designadamente o turismo)





Nota Metodológica

Este indicador procura dar uma ideia da evolução da economia nos Açores, a partir da combinação ponderada de vários dados. Não expressa  linearmente a evolução do PIB, uma vez que  este envolve outros indicadores .

Pretende , unicamente, sintetizar a informação disponível nas diversas variáveis económicas, procurando captar a tendência da sua evolução dominante.


É construído a partir de séries estatísticas registadas ao longo de vários anos. Os dados de cada mês, são comparados com os valores médios mensais dessas séries, tendo em conta a sazonalidade,  e multiplicados por um fator de ponderação, calculado a partir do peso de cada sector no Valor Acrescentado Bruto (VAB).

Os valores apresentados são, sempre, valores provisórios e são atualizados à medida que são conhecidos novos dados.

Na sua elaboração são considerados, os seguintes dados: População empregada por sectores, dormidas na hotelaria tradicional, receitas das pescas, produção de leite, abate de gado, venda de viaturas, venda de cimento, licenças de construção, consumo de energia nos diferentes sectores, produção de leite comum
e de queijo.
Este indicador é baseado em dados distribuídos pela Serviço Regional de Estatística,
sendo, todavia, a sua elaboração da respondabildiade do autor do blogue.

quinta-feira, 23 de março de 2017



Nos dois primeiros meses do corrente ano, a venda de cimento cresceu 25,9%, traduzindo-se num dado positivo, num sector que foi dos mais afetados durante os anos da crise.
Já em 2016 as vendas de cimento tinham registado um aumento de 7,3%, verificando-se, agora, um aumento ainda mais significativo.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Indicador da Atividade Económica

Em Janeiro de 2017, o Indicador da Atividade Económica, divulgado pelo SREA, apresentou o
valor de 1,9%, o que representa uma estabilização face ao mês anterior (1,9%).

Devido à disponibilização dos valores definitivos para o PIB anual de 2014, em

Dezembro de 2016, o Serviço Regional de Estatística procedeu à actualização dos ponderadores o que se traduziu numa revisão em alta dos valores dos meses anteriores.
 
 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Inflação


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

PIB por Ilhas - DIÁRIO DOS AÇORES"


 

Publicado no "Diário dos Açores" de 18 de Janeiro de 2017


 
O PIB per capita, em 2014, foi mais elevado na ilha de Santa Maria, acima da média regional, enquanto o valor mais baixo se registou na Graciosa. De acordo com dados divulgados pelo SREA, S. Miguel não está muito acima do Faial, mas já a Terceira está, em 4º lugar, está abaixo da média regional.
 
Não são conhecidos, com precisão, os factores que explicam estes números, mas extrapolando a partir do peso do Valor Acrescentado Bruto regional, nos vários setores de atividade, é possível avaliar alguns dos dados apresentados. Por exemplo, o facto de Santa Maria, ter o PIB per capita mais elevado -- sendo uma ilha com recursos limitados --, deverá ter a ver com os vencimentos dos funcionários ligados ao aeroporto e ao tráfego aéreo, que representam um número significativo face ao total da população e explica o valor elevado dos rendimentos da ilha.
De igual modo, no Faial, também sem grandes recursos, o PIB per capita, apresenta-se em terceiro lugar, a seguir a S. Miguel e deverá ter a ver com os vencimentos dos deputados e dos funcionários ligados ao funcionamento da assembleia. Também deve pesar o turismo, que tem aqui já uma tradição significativa, em particular com os iatistas que habitualmente fazem escala, nesta ilha.
O valor do PIB em S. Miguel, não é tão elevado como se julgava e como é muitas vezes motivo de observação política. Na realidade, sendo Ponta Delgada sede de diversas entidades políticas, financeiras e de empresas de grande volume na Região, era de esperar que o PIB per capita, fosse bastante mais elevado. Todavia, esse valor refere-se praticamente aos concelhos de Ponta Delgada e num valor mais reduzido ao da Ribeira Grande. Nos restantes concelhos a situação é bem diferente e alguns serão, porventura, mais pobres do que muitas ilhas.
A ilha Terceira, com um PIB de14.225 mil euros, está em 4º lugar, abaixo da média regional. Este valor advém do funcionalismo público, dos trabalhadores da Base das Lajes, que usufruíam de vencimentos razoáveis, da agropecuária e das actividades festivas que deverão constituir um segmento significativo no conjunto da economia da ilha.
De 2013 para 2014 o PIB per capita cresceu na Terceira e na Graciosa e diminuiu em Santa Maria, Pico e Corvo. S. Miguel manteve valores idênticos.
Tempos atrás, alguns destes dados eram bem diferentes. Em 1980, por exemplo, o Faial e o Corvo, tinham o maior PIB per capita da Região e a Terceira tinha maior rendimento por pessoa do que S. Miguel.
 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PIB Açores


 
Publicado no "Diário dos Açores" de 7 de Janeiro de 2017
 
 Valor do VAB no turismo cresce pouco

PIB dos Açores aumenta mas afasta-se das médias nacional e europeia
 
O PIB nos Açores apresenta um crescimento de 1,7%, em 2015, valor acima da média do país e são também favoráveis os dados relativos
ao rendimento das famílias, mas, percentualmente, o Produto Interno Bruto na Região está a afastar-se tanto da média nacional como da média europeia (EU28).
 
 
 
O crescimento do PIB nos Açores foi de 1,7%, valor acima da média do país, superior em 0,1 pontos percentuais e apresenta também resultados favoráveis em termos do rendimento das famílias, mas, percentualmente está a afastar-se tanto da média nacional como da média europeia (EU28).

 
Os resultados preliminares das Contas Regionais de 2015, agora divulgados pelo INE, mostram que os Açores registaram um acréscimo real do PIB de 1,7%, enquanto o país teve um crescimento de apenas 1,6%.

De acordo com os mesmos resultados, no Algarve (2,7%), no Norte (1,9%), no Centro (1,9%) e na Região Autónoma dos Açores (1,7%) registaram-se acréscimos reais do PIB superiores à média nacional (1,6%). No Alentejo (1,4%) e na Área Metropolitana de Lisboa (1,2%) os acréscimos foram inferiores à média do País e na Região Autónoma da Madeira registou-se um ligeiro decréscimo (-0,1%). 

Supõe-se que a evolução negativa da Região Autónoma da Madeira terá resultado da diminuição do VAB das empresas que operam a partir do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

A região do Algarve apresentou o maior crescimento real do PIB (2,7%), seguida das regiões Norte e Centro (ambas com 1,9%), para o que contribuiu decisivamente o aumento do VAB dos ramos do comércio, transportes, alojamento e restauração. O crescimento nas regiões Norte e Centro foi igualmente influenciado pelo crescimento do VAB da indústria e energia, ramo com especial relevância nestas regiões.

Se o INE é claro a indicar que as causas do crescimento do PIB em várias regiões, a raiz da subida nos Açores não estão por agora discriminadas.

Nos Açores esperava-se que a dinâmica do turismo tivesse um maior peso no Valor Acrescentado Bruto mas, o turismo e todo o conjunto de serviços, apresentam uma ligeira subida, mas não é ainda o esperado. Presentemente, os serviços, que incluem, “Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos; transportes e armazenagem; actividades de alojamento e restauração”, representa, em 2015, 24% do total do Valor Acrescentado Bruto, sensivelmente o mesmo que em 2014.

É possível que os dados definitivos, relativos a 2015 --por enquanto são dados preliminares --, possam apresentar valores diferentes para este sector, tendo em conta a dinâmica que se assistiu em várias actividades relacionadas com o sector.

Todavia, embora isso não seja referido nos documentos oficiais, o facto é que uma boa parte dos serviços como as passagens, o alojamento e até comida e diversas actividades recreativas e de lazer são pagas nas agências do continente ou pela interne, pelo que fica na Região uma parte não muito significativa.

Segundo os dados agora divulgados, o PIB nos Açores cresceu mais do que o conjunto do país, mas trata-se apenas de 0,1 pontos percentuais e se virmos a evolução dos últimos anos, o crescimento real do PIB tem andado muito próximo da média do país, o que não acontecia antes de 2003.

A conjugação destes factores tem feito com que o valor do PIB da Região se tenha afastado nos últimos anos relativamente à média nacional e à média europeia, como se pode ver nos gráficos.

Esta situação é também visível no PIB per capita, verificando-se que neste momento os Açores apresentam um valor de 15,4 milhares euros por habitante, uma posição inferior à Madeira que detém neste momento um PIB per capite de 16,1 milhares de euros e, naturalmente, inferior à Região de Lisboa, que está muito acima com 23,2 milhares de euros por habitante.

Resta saber como evoluirão os diferentes indicadores nos próximos anos nos Açores. Há boas perspectivas no turismo e serviços que se poderão revelar já em 2016, mas existem áreas que se estimam desfavoráveis, designadamente no sector primário, como a diminuição da produção de leite e a sua desvalorização no mercado e a pesca que tem vindo a apresentar uma enorme quebra.

A Região enfrenta ainda limitações no sector da indústria, com valores muito pouco sólidos, e a queda da construção. Os Açores poderão também ver diminuído do sector da Administração Pública que sempre teve o maior peso na construção do VAB, mas que nos últimos tempos tem vindo a perder peso.




terça-feira, 3 de janeiro de 2017