segunda-feira, 15 de abril de 2019

Inflação


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Passageiros desembarcados - 1º Trimestre

No primeiro trimestre de 2019, desembarcaram nos aeroportos dos Açores, mais 3,9% de passageiros que em igual período de 2018.

Só no mês de março desembarcaram nos aeroportos dos Açores 109.510 passageiros, um aumento de 1,0% face ao mesmo mês de 2018.
 



Em Março menos estrangeiros mais nacionais
 



Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 7.899, originando um decréscimo homólogo de 28,0%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 58.153, correspondendo a uma variação homóloga positiva de 7,3%.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Produção de leite

Não há soluções para evitar as multas em São Miguel e na Terceira






O anúncio do Presidente da Unileite de baixar o preço do leite e de penalizar o excesso de produção fez tocar as campainhas em vários setores, sobretudo depois de se saber que a Unicol, já pelo segundo ano consecutivo, aplicou multas aos lavradores que ultrapassaram a produção.

Esta situação deixou Governo, Associações e lavradores preocupados e sem uma solução viável no curto prazo, até porque, de um modo geral, havia a sensação de que se tratava apenas de uma forma de pressão e que a medida nunca viria efectivamente a ser implementada.

Não terá grande importância, neste momento, saber quem teve mais culpa, é, certamente, mais importante pensar em soluções no futuro, tanto mais que a agropecuária, apesar do  ‘boom’ do turismo, continua a ser o setor de maior peso na economia do arquipélago, representando, juntamente com as pescas, 306 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, sensivelmente um quarto da riqueza da Região (dados de 2016).

Todavia, é importante que nestas matérias, que resultam de resoluções da EU, não se acredite demasiado em promessas, porque, por mais razões que se coloquem em cima da mesa, há sempre vozes mais fortes. 

E o facto é que, desde 1 de Abril de 2015, data em que terminou o regime das quotas, até finais de 2018, a Região registou um crescimento de cerca de 20 milhões de litros de leite, ou seja mais 3,7%, da meta indicativa e se se tiver em conta o final de 2014 o crescimento foi de cerca de 10 %. 

E por mais argumentos que se apresentassem, a indústria e os mercados falaram mais alto e as multas chegaram.

O regime de quotas teve início em Março de 1984 para evitar o excesso de produção, que já motivara protestos em Bruxelas com leite derramado nas ruas e praças, esperando-se com esta medida uma garantia do preço do leite, independentemente da procura do mercado.

Todavia, passadas duas décadas, a reforma da PAC de 2003 decidiu a abolição das quotas leiteiras, reafirmada na avaliação intercalar de 2008, “com passos concretos para permitir uma ‘aterragem suave’ até ao final de Março de 2015”. 

Ou seja a EU avisou com 12 anos de antecedência.

Entre as causas apontadas para o fim do regime esteve o embargo russo, juntamente com outras circunstâncias que mudaram no setor do leite ao longo dos anos.



 Políticos prometem posições fortes



 Desde que a medida foi anunciada, em 2003 e depois confirmada em 2008, governo, deputados e outras instâncias políticas prometeram todos os esforços para evitar o fim das quotas ou medidas de exceção que minimizassem os prejuízos, um discurso que serviu apenas para criar falsas expetativas, mas sem efeito prático, dado que as quotas acabaram mesmo.

Entretanto, da Universidade dos Açores chegavam sugestões de utilização de outras raças de vacas menos exigentes em termos de consumo, fizeram-se experiências para determinar os melhores qualidades de erva para conseguir leite com maior valor e chegaram a fazer-se contas, concluindo-se que muitas explorações já não tinham rendimento face ao uso excessivo de rações. Mas, essa mensagem nunca teve grande eco.

Ao mesmo tempo, os lavradores são incentivados a produzirem o mais possível para conseguirem um patamar elevado, uma vez que tinha ficado decidido que os direitos de produção – como ficou designado – seriam em função da quantidade produzida à data do fim das quotas.

Os agricultores chegaram a fazer investimentos e a produção começa a registar uma subida significativa, demasiado elevada para a tal aterragem suave que desde o início se pretendia e criou inclusivamente um sentimento de orgulho ao conseguiram explorações com vacas de elevada nível de produção, que era um privilégio apenas de alguns.

Mas, depois do investimento feito, não era possível, de um momento para o outro, travar a produção, aliás o crescimento serviu também para compensar a redução dos rendimentos e o aumento dos custos de produção.

Por enquanto, o impacto das multas não foi significativo. 

Na Terceira, em 2018, atingiu 240 mil euros, que poderá ter desequilibrado o orçamento de alguns lavradores, mas é insignificante no conjunto da faturação, todavia as penalizações poderão ser mais pesadas, quer na Terceira e podem ter um maior impacto no caso de S. Miguel.

Fala-se no abate de animais, mas os próprios lavradores dizem que todos os anos já fazem um abate de animais para renovação dos rebanhos e portanto não terá grande impacto. 

Também se aponta para a criação de novas unidades fabris que serão interessantes para o mercado interno e para os turistas mas terão sempre de encontrar soluções para a distribuição nos mercados, já dominado pelas grandes superfícies.

Perante a  presente situação e lendo o que se tem escrito e dito sobre o assunto, chega-se à conclusão que ninguém pensou, em tempo, num plano B e não há uma solução razoável para uma resposta tão imediata como a que se coloca. 



Texto e gráfico de Rafael Cota/Para Diário dos Açores

quarta-feira, 27 de março de 2019

PIB - 2018


PIB nos Açores cresce 2,3 % em 2018


Em 2018, o crescimento estimado do PIB nos Açores foi de 2,3%, uma variação positiva relativamente aos anos de 2016 e 2017, atingindo agora um valor de 4.295 milhões de euros.

A nível nacional a situação foi inversa, os dados agora divulgados, mostram que a variação foi de 2,1%, menos 0,7 pontos percentuais que no ano de 2017 e inferior ao registado na Região.

A variação registada nos Açores, ainda que em estimativa, apresenta um valor superior ao previsto no Indicador da Atividade Económica, distribuída pelo SREA.

A descida verificada no conjunto do país deveu-se, segundo o INE, à desaceleração das Exportações de Bens e Serviços, enquanto as importações também desaceleraram mas não tão acentuadamente. A procura interna também diminuiu, registando-se uma desaceleração do investimento e do consumo privado.

terça-feira, 19 de março de 2019

sábado, 16 de março de 2019

Pesca


quarta-feira, 13 de março de 2019

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Indicador da Atividade Económica


Apesar da dinâmica do turismo que se mantém, mesmo sem os crescimentos dos anos anteriores, e das excelentes capturas de atum, o indicador da atividade económica dos Açores apresenta neste último trimestre uma queda acentuada, provavelmente resultado da perca de rendimento da agricultura e da continuada queda da construção.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Turismo não serve de amortecedor ao afundanço do valor da agricultura


(publicado no Diário Insular de 27/12/2018


Números indiciam uma transição negativa de setores na economia açoriana

Turismo não serve de amortecedor
ao afundanço do valor da agricultura

A agricultura açoriana apresenta uma descida de tal ordem que não é compensada pelo turismo, apesar do crescimento significativo deste setor.
O Valor Acrescentado Bruto (VAB) nos Açores referente ao turismo foi o que mais cresceu entre 2015 e 2016, enquanto a agricultura e as pescas registaram uma quebra, sendo os valores tanto do crescimento do  turismo como da diminuição da agricultura ainda mais acentuados se comparados com 2014.
Os dados divulgados pelo INE referentes às Contas Regionais de 2016, agora definitivos e que foram analisados pelo jornalista Rafael Cota, mostram que o setor do turismo cresceu 0,9 pontos percentuais (pp) entre 2015 e 2016 e 1,2 pp quando comparado com 2014, podendo ver-se, no quadro que se publica junto, que foi a atividade com maior crescimento, muito acima das restantes setores, com valores bastantes baixos ou negativos.
O impacto positivo do turismo na economia tinha já sido referido na conta satélite do turismo, distribuída pelo SREA, relativa a 2015, e vem confirmado nas Contas Regionais.
Os dados do VAB agora conhecidos incluem os dados definitivos relativos a 2016 e os números preliminares de 2017, que não contêm ainda os valores referentes ao turismo, mas os dados de 2016, como já acontecera com os de 2015, vêm confirmar que o sector do turismo e as atividades relacionadas tiveram um impacto positivo na economia, de resto como se perspetivava pela criação ou ampliação de diversas empresas relacionadas com o setor.

AGRICULTURA EM QUEDA

Enquanto o turismo apresenta um crescimento no VAB, a agricultura desce já em dois anos consecutivos, passando de 9,8% em 2014, para 9,5% em 2015 e para 8,9% em 2016, diminuindo, deste modo, a sua contribuição para a evolução da economia dos Açores.
Dado o volume financeiro que cada um dos setores, o crescimento do valor acrescentado do turismo não compensa a quebra da agricultura pelo que se pode deduzir que a desaceleração do PIB nos Açores foi, em grande parte, consequência das perdas de rendimento da agricultura, que já em 2016 tinha apresentado uma curva descendente.
Perda de emprego no setor é galopante
Uma nova agricultura
Analisando os dados disponíveis, o turismo veio dar um alento no crescimento económico e mesmo que não volte a registar os valores anteriores, bastará que mantenha o ritmo atual, para ter um efeito significativo no "aquecimento da economia do arquipélago". A continuação desta posição poderá ser viável procurando novos mercados e oferecendo outras facetas, designadamente promovendo ofertas em outras ilhas.
No tocante à agricultura, há um crescimento da produção de leite, mas supõe-se que esse aumento se destina a compensar a diminuição dos rendimentos. Neste caso, o aumento poderá parecer maior para o agricultor, mas para as contas da Região não tem um efeito positivo, como os números comprovam.
Estes dados são confirmados pelos números do emprego por ramo de atividade, também agora divulgados pelo INE, que mostram que a agricultura perdeu quase 500 trabalhadores em 2015 e cerca de 800 em 2016. Por sua vez, o turismo registou um aumento de 750 empregados em 2015 e no total dos dois anos criou mais de 1300 postos de trabalho.
A construção continua a perder peso na economia, podendo ver-se no quadro o decréscimo entre 2014 e 2016, mas consultando os dados de um período mais alargado, verifica-se que o VAB da construção desde 2010 caiu de 6,3% para 3,6%.