quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Inflação - Dezembro


A taxa de variação média dos últimos doze meses, terminados em dezembro, do Índice de Preços no Consumidor desceu para 0,12%. 

As variações médias positivas verificaram-se nas classes “Bebidas alcoólicas e tabaco” (3,16%), “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” (1,72%)-

Relativamente às variações negativas, as classes que apresentaram maiores variações foram as de “Educação”, “Transportes”, “Lazer, recreação e cultura” e “Comunicações”.

A taxa de inflação nacional foi de -0,01%.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

PIB dos Açores a convergir antes do tempo da pandemia

(Publicado no Diário Insular e no Diário dos Açores em 5 de Janeiro de 2021) 


DADOS ESTATÍSTICOS APONTAM PARA APROXIMAÇÃO AO PAÍS E À EUROPA

PIB dos Açores a convergir
antes do tempo da pandemia

Os Açores estavam a convergir, embora pouco, com a Europa e também com o país. Com a pandemia, há setores muito afetados, entre eles o turismo, que vinha a revelar-se o motor da recuperação açoriana.

Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Açores registou uma taxa de crescimento real de 2,4%, superior à média nacional, que foi de 2,2%, de acordo com um trabalho de estatística feito para o DI pelo jornalista Rafael Cota.
Os valores referem-se a um período antes da pandemia, pelo que não expressam as previsíveis consequências que a crise daí resultante provocou em alguns setores, situação que só se vai perceber quando forem conhecidas as contas regionais relativas a 2020.
De acordo com Rafael Cota, é possível concluir que, pelos dados do ano de 2019 - antes da pandemia -, a economia do arquipélago apresentava uma curva ascendente, situação que se deve, entre outros fatores, ao efeito do turismo, que fez movimentar várias atividades, circular massa monetária e criou um impulso incentivador para outras atividades.

TURISMO A PUXAR
Um documento distribuído pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) e que Rafael Cota cita, refere que para o crescimento real do PIB dos Açores contribuíram significativamente os ramos do comércio, transportes e alojamento e restauração, que registou um crescimento do Valor Acrescentado Bruto  (VAB) em volume de 6,5%, bem como o ramo da construção (+5,0%) e as atividades dos serviços prestados às empresas (+3,2%).
O valor do PIB dos Açores de 2019 é estimado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 4.469 milhões de euros, com um crescimento nominal de 4,3%, superior à média nacional, que foi de 4,0%. O Algarve foi a região com a taxa mais alta: 4,4%.


CONVERGÊNCIA
O PIB per capita, como se vê nos gráficos, apresenta um valor de 18,4 mil euros, abaixo da Madeira e também abaixo da média nacional e de Lisboa, que se apresenta com um valor bastante superior. Com valores inferiores estão as regiões do Centro e do Norte.
Com estes dados, os Açores, em finais de 2019, estavam a 91% da média nacional, tendo convergindo um ponto percentual (p.p.) relativamente ao ano anterior (ver gráficos). O Algarve também convergiu um p.p., as regiões do Norte, Centro e Lisboa, mantiveram o índice de 2018, e a Madeira e o Alentejo divergiram um p.p.
Relativamente à Europa, no tocante ao PIB per capita em PPC (paridades de poder de compra), os Açores encontravam-se, no final de 2019,  a 70% da média da EU28, convergindo 1,3 p.p., enquanto o país convergiu um p.p. Na comparação com a Europa, a  taxa de evolução real do PIB dos Açores foi superior às taxas de crescimento das regiões do Alentejo, com 0,6%; da Madeira (0,8%); do Norte (2,2%), e do Centro (2,3%). O Algarve e Lisboa, ambas com 2,6%, foram as regiões com a taxa mais alta.

O QUE SE ESPERA EM 2020
De acordo com a análise de Rafael Cota, o ano de 2020 apresentará uma quebra, em consequência da crise provocada pela pandemia que afetou sobretudo o setor que constituiu o motor da subida em 2019: o turismo.
Os dados até agora conhecidos mostram uma acentuada diminuição no primeiro trimestre, embora, segundo o indicador da atividade económica, divulgado pelo SRES, verifica-se que houve um abrandamento significativo de março a junho, tendo, todavia, registado uma melhoria a partir de julho, mês em que voltou a subir, mantendo-se, no entanto, segundo os dados relativos a outubro, em valores negativos.
A retoma verificada teve a ver com setores como a função pública, principal alavanca do PIB nos Açores, a pecuária e até a construção e indústria, que antes vinham prendendo peso na economia e que mostram nestes tempos uma resposta positiva sobretudo porque se mantiveram em atividade, mesmo durante a pandemia.
Para Rafael Cota, as situações mais preocupantes, no corrente ano de 2021, serão o desemprego, uma vez que os últimos dados têm sido desvirtuados, face à metodologia utilizada pelo INE, e eventualmente o comércio interno e as exportações, visto que a pandemia fez criar nas pessoas uma preocupação de contenção de despesas.

 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Indicador de Actividade Económica (IAE) - Açores

O IAE-Açores registou -3,8% em setembro, recuperando 1,1 p.p. face a agosto

Em Setembro de 2020, o IAE voltou a apresentar valores negativos, em consequência das situações que se prendem com a pandemia.
Todavia, registou, um valor de -3,8 %, superior em 1,1 pontos percentuais, ao do mês anterior, que foi de -4,9%.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Indicador de Actividade Económica (IAE) - Açores

 O IAE-Açores registou -6,3%, em Julho, com recuperação de 1 p. p. face a Junho


Inflação nos Açores volta a descer


 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

domingo, 2 de agosto de 2020

sábado, 1 de agosto de 2020

PIB com a maior queda de sempre

Depois de ter registado uma diminuição de 3,2 % no primeiro trimestre, a economia na Europa sofre agora, no segundo trimestre, uma quebra abrupta de mais de 11,9%.

 No segundo trimestre de 2020, ainda marcado pelas medidas de contenção do COVID-19, na maioria dos Estados-Membros, o PIB ajustado diminuiu 12,1% na área do euro e 11,9% na UE, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com a estimativa preliminar publicada pelo Eurostat.

No primeiro trimestre de 2020, o PIB tinha diminuído 3,6% na área do euro e 3,2% na EU.

Portugal também teve a maior contração de sempre, registando neste segundo trimestre de 2020, uma diminuição de 16,5%. E os sinais sobre a evolução da atividade no verão não são animadores, alertam os economistas

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para o segundo trimestre de 2020, a Espanha (-18,5%) registrou o maior queda em relação ao trimestre anterior, seguido por Portugal (-14,1%) e França (-13,8%). Lituânia (-5,1%) registrou a menor queda. O gráfico mostra as variações em alguns países.

O gabinete de Estatística da EU lembra que estas estimativas são baseadas em fontes de dados incompletas e, portanto, ainda, sujeitas a mais revisões sob as medidas de contenção COVID-19.

Segundo o Eurostat, as próximas estimativas para o segundo trimestre de 2020 serão lançado em 14 de agosto de 2020. 

segunda-feira, 27 de julho de 2020


População da UE em 2020: quase 448 milhões
Mais mortes que nascimentos

Em 1 de janeiro de 2020, a população da União Europeia (UE) com 27 Estados-Membros foi estimada em 447,7 milhões, uma redução de 12,8% em comparação com 513,5 milhões em 28 Estados-Membros em 1 de janeiro de 2019.
Essa redução deve-se principalmente à retirada do Reino Unido (em 1 de fevereiro de 2020), que levou a população de a UE a diminuir 13%.
O crescimento total da população na UE27 foi positivo, com 0,9 milhões a mais de habitantes durante 2019, devido à migração líquida.
Todavia, o saldo natural é negativo desde 2012, com mais mortes do que nascimentos registrados (4,7 milhões de mortes e 4,2 milhões de nascimentos, em 2019).

quarta-feira, 8 de julho de 2020

PIB - Europa


 O PIB, ajustado sazonalmente, na União Europeia diminuiu 3,2%, no 1º Trimestre de 2020, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com a estimativa publicada pelo Eurostat.
Este declínio resulta das medidas de contenção COVID 19, implementadas pelos diversos Estados Membros.
Só 7 países conseguiram valores positivos, os restantes foram negativos, tendo Portugal ficado, neste primeiro trimestre de 2020, abaixo da média europeia.
Este indicador, designado usualmente por GDP (Gross domestic product) é uma medida monetária do valor de mercado de todos os bens e serviços, num período específico, em paridade de poder de compra.
Estes dados não são tão desanimadores, quanto se esperariam, tendo em conta a situação que se vive, mas as perspetivas para o corrente ano, para Portugal, são muito más, segundo previsões de diversas entidades (TVI).


Previsões para a economia portuguesa em 2020
Governo: - 6,8%
Comissão Europeia: - 9,8%
FMI: - 8%
Banco de Portugal: -9,5%

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Taxa de Inflação - Maio 2020


A taxa de Inflação nos Açores, no mês de Maio, desceu para 0,80%, enquanto a nível nacional se situou nos 0,07%. Isto no que respeita à inflação média, se nos situarmos na taxa de variação mensal, foi de -0,89% nos Açores e -0,45% no país.
Segundo o SREA, a informação referente ao mês de maio, reflete a situação atual determinada pela pandemia Covid19.
Pode, assim verificar-se que esta situação afetou mais os Açores do que o conjunto do país.
As maiores variações positivas verificaram-se nas classes “Transportes” (3,97%), “Bebidas alcoólicas e tabaco” (3,84%), “Hotéis, cafés e restaurantes” (2,49%) e “Acessórios, equipamentos doméstico e manutenção corrente da habitação” com 2,00%.
Relativamente às variações negativas, as classes que apresentaram maiores variações foram as de “Vestuário e calçado”, “Educação” e “Comunicações”, respetivamente, com -5,15%, -4,79% e -3,94%.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

terça-feira, 19 de maio de 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Turismo

A informação deste destaque, referente ao mês de março, já reflete expressivamente a situação atual determinada pela pandemia Covid19