terça-feira, 16 de outubro de 2018

Indicador de Actividade Económica (IAE) - Açores



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Pesca



Cimento


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Turismo


O Turismo desceu em todas as ilhas, à exceção do Pico e do Corvo. Também no conjunto da Região desceu 0,4% relativamente a igual período do ano passado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Turismo cresce mais na Terceira

 Balanço de quatro anos
Turismo cresce mais na Terceira e menos no Faial e S. Jorge


Publicado no "Diário dos Açores" de 21 de Agosto de 2018

Um balanço dos números da actividade turística desde o arranque das low cost permite conlcuir que a ilha que, proporiconalmente, mais cresceu em termos de dormidas, foi a Terceira e em pior lugar ficaram o Faial e S. Jorge, com um crescimento de apenas 16%.
Os dados, recentemente divulgados, mostram que nos primeiros 5 meses do corrente ano, o turismo cresceu apenas 0,2%, o mesmo é dizer, que praticamente estagnou, ou pelo menos está longe dos aumentos registados em anos anteriores, de 19%, 21% e 15%, confirmando que estes números não se iriam verificar para sempre. (Nota: Os valores referentes a 2018 são estimativas com base nos dados até agora disponíveis).
De acordo com a directora regional do Turismo, a “contenção nas taxas de crescimento associadas ao número de turistas” é justificada pela “desaceleração conjuntural internacional dos fluxos turísticos já prevista desde fins de 2017”, assim como pelo “ressurgimento de destinos de sol e praia baseadas em políticas comerciais de preço extremamente baixo e fortemente subsidiadas na vertente da promoção”.
Já se calculava que o forte incremento do turismo nos Açores resultara da operação das low cost, com preços altamente apelativos e pelo receio da insegurança de alguns destinos, mas o facto é que a promoção intensiva e preços muito baixos em destinos como Egito, Turquia ou Tunísia, influenciam negativamente destinos como os Açores e mesmo o continente.
Estes 4 anos confirmaram também que, por muito que o turismo cresça, não é fácil contrariar a sazonalidade e não sendo um destino de sol e praia, dificilmente terá números muito elevados, nas épocas baixas.
Ainda bem, dirão alguns; pena dirão outros. Há quem receasse, que o excesso de turistas em alguns locais pudesse trazer problemas ambientais, porém, é uma realidade, que nestes últimos 4 anos o turismo permitiu animar a economia e já vários empresários se preparavam para novos investimentos.
Este espaço de tempo permitiu também confirmar que o aumento do turismo não depende das ligações aéreas diretas mas sim da organização dos programas oferecidos pelas agências de viagem e dos horários das ligações internas da SATA. Aliás um fenómeno que é muito anterior ao boom do turismo agora registado.
Tem-se o exemplo da Terceira cujo volume de turistas começou a crescer antes das viagens diretas da Ryanair para as Lajes.
De um modo geral, o turista quer ver duas ou três ilhas e sentir o mar. Veja-se pela explosão das empresas de atividades ligadas ao mar.
O facto é que todas as ilhas ganharam com o aumento do turismo, embora em dimensões diferentes.
O baixo valor do Faial terá a ver com o facto de a ilha ter já um volume regular de hóspedes com a atividade da Assembleia, que durante todos os meses leva até à cidade muitas pessoas ligadas à política, incluindo deputados e membros do governo pelo que, em termos comparativos, é menos expressivo o valor do crescimento da atividade turística. O elevado crescimento registado na Terceira (+ 81%), em alguma medida, tem a ver com o facto de anteriormente, em 2015, os números serem proporcionalmente dos mais baixos, só à frente da Graciosa e S. Jorge, condição que se pode perceber pelo valor de dormidas por 100 habitantes.
Esta análise permite deduzir que se torna imperativo analisar os horários dos aviões, os custos das passagens aéreas, que por vezes parecem muito em conta mas se tornam pesados se se pretende acrescentar algum volume de bagagem – o que é normal dado que quem viaja gosta sempre de levar uma recordação e ainda bem para a economia local – e é importante avaliar muito bem os preços dos diferentes serviços. Preços elevados podem afastar pessoas, já que a concorrência é muito grande, noutros destinos.
Já é claro que os Açores são um destino privilegiado para um determinado tipo de turista que gosta da natureza e que aprecia um pouco de aventura em terra ou no mar. Mas não é um destino de sol e praia, que atrai maior número de turistas. Mas são necessários os dois, para que haja uma massa crítica que justifique voos com frequência e mantenha ativas as empresas ligadas ao sector.
Rafael Cota
Para “Diário dos Açores


domingo, 19 de agosto de 2018

Indicador Açores


Ao contrário do que se vinha verificando no ano passado e no primeiro trimestre do corrente ano, verifica-se agora uma subida da atividade económica em consequência de vários indicadores que apresentaram valores positivos.
Analisando os diversos sectores, verifica-se no sector primário, que o leite entregue nas fábricas (3,6%) continua a evolução muito positiva pelo quinto trimestre consecutivo e em especial o sector da pesca que cresce pelo quarto trimestre consecutivo, e apresenta uma subida que há anos não apresentava, seja a pesca descarregada (90,3%) seja a exportação, por via aérea, de peixe fresco (30,0%).
Com desempenho favorável encontra-se também o abate de gado (12,9%). De registar ainda que a saída de gado vivo regressou a terreno positivo (3,3%) após dois trimestres com evolução desfavorável.
No sector secundário há a realçar a produção dos principais produtos lácteos (7,9% no leite para consumo e 5,5% no queijo), bem como o consumo de energia industrial (4,1%). A construção apresenta também sinais positivos em ambos os indicadores, na venda de cimento (6,2%) e no licenciamento (35,9%). Ainda com evolução favorável é de realçar a saída da carne de bovino (29,5%) e dos principais produtos lácteos (3,1%).
No sector terciário, o indicador dos proveitos totais da hotelaria tradicional continua positivo (7,9%), embora o nº de dormidas tenha apresentado evolução negativa (4,0%), após 14 trimestres consecutivos a crescer à volta ou acima dos 10%.

Esta melhoria da economia no segundo trimestre de 2018 é visível tanto no indicador sintético da responsabilidade do autor do blogue como pelo Indicador da Actividade Económica distribuído pelo SREA, que se publica no post anterior.

Nota Metodológica

Este indicador procura dar uma ideia da evolução da economia nos Açores, a partir da combinação ponderada de vários dados. Não expressa linearmente a evolução do PIB, pretende, unicamente, sintetizar a informação disponível nas diversas variáveis económicas, procurando captar a tendência da sua evolução dominante.
É construído a partir de séries estatísticas registadas ao longo de vários anos. Os dados de cada mês, são comparados com os valores médios mensais dessas séries, tendo em conta a sazonalidade e multiplicados por um fator de ponderação, calculado a partir do peso de cada sector no Valor Acrescentado Bruto (VAB).
Os valores apresentados são, sempre, valores provisórios e são atualizados à medida que são conhecidos novos dados.

Na sua elaboração são considerados, os seguintes indicadores: População empregada por sectores, dormidas na hotelaria tradicional, receita das pescas, produção de leite, abate de gado, venda de viaturas, venda de cimento, licenças de construção, consumo de energia nos diferentes sectores, produção de leite comum e de queijo.
Este indicador é baseado em dados distribuídos pelo Serviço Regional de Estatística, sendo, todavia, a sua elaboração da responsabilidade do autor da página.

terça-feira, 31 de julho de 2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Economia de novo em queda sem perspetivas de empregos nos sectores tradicionais.


A atividade económica dos Açores apresenta uma tendência decrescente, iniciada em meados de 2016, se prolongou por 2017 e, embora de forma menos acentuada, ainda se verifica no primeiro semestre de 2018, sem que a dinâmica do turismo e dos serviços seja capaz de compensar.
O indicador da atividade económica elaborado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores, agora distribuído, ilustra esse fenómeno que é comprovado, também, pelos indicadores do seu boletim trimestral.
Este fenómeno – que nasce já depois da superação de alguns efeitos da crise -- começou a verificar-se em finais de 2016, com descidas na produção de leite e da captura de peixe e prosseguiu depois em 2017 com uma quebra no abate de bovinos e suínos e na redução nas exportações de carne, peixe fresco e conservas.
Como já se previa, o aumento da atividade turística, trouxe um refrescamento em vários sectores e fez movimentar dinheiro, mas não trouxe um correspondente aumento de riqueza, dado que o turismo tem um valor acrescentado bruto reduzido em quase todas as áreas e os funcionários têm salários baixos na maioria das atividades relacionadas com o setor. Acresce que este ano, os números do turismo têm-se revelado menos animadores.
Do ponto de vista prático esta diminuição ou estagnação da economia e consequentemente do PIB tem algumas vantagens porque mantém a Região dentro dos parâmetros para não perder os apoios comunitários (PIB inferior a 75% da média da EU).
Mas, o facto, é que olhando para o quadro geral, a economia açoriana passa por alguns constrangimentos. A agricultura e a construção civil estão limitadas, a agropecuária, em consequência das restrições  impostas pelas fábricas, pelos elevados custos dos fatores de produção e pela manutenção do preço do leite ao produtor; a construção porque continua com poucos trabalhos e sem grandes folgas de ganhos. Logo não apresentam condições para criar novos postos de trabalho nos próximos anos.
Ainda recentemente, o Presidente da AICOPA, Pedro Marques, dizia que “o 1º Semestre de 2018 na Construção é o pior dos últimos 10 anos” (“Diário dos Açores” de 18 de Julho). Na pecuária prevêem-se grandes prejuízos devido à seca que se registou este ano, que vem agravar a situação no sector.
A nível nacional prevê-se um crescimento da construção, no corrente ano, de cerca de 4,5 % (embora ligeiramente inferior ao ano anterior), decorrente da construção de edifícios residenciais e da reabilitação urbana . Esse fenómeno não parece ter grande expressão nos Açores.
O turismo, apesar de já não apresentar o crescimento que se registou no início, ainda tem algum espaço de crescimento, mas os funcionários que saem da agropecuária e da construção civil, de um modo geral, não têm lugar no turismo a não ser com um longo período de formação.
Portanto, o crescimento do emprego terá de surgir em novos sectores ou em alteração de conceitos nos atuais sectores, aproveitando outras áreas da agricultura e da indústria que possam ser rentáveis na exportação ou na utilização na restauração e no consumo local. É um trabalho, que na opinião de muitos, já devia ter tido um impulso mais vigoroso, mas o discurso oficial e a aposta dos lavradores ainda continua a ser no sentido de utilizar animais de grande produção, que aliás se promove nos concursos em feiras agrícolas e os lavradores continuam a aumentar a produção para compensar as quebras no preço do leite
Se o crescimento da economia, não é por si só um problema, de resto acontece também a nível nacional (o banco de Portugal prevê para o corrente ano a nível nacional um crescimento da economia de 2,3%), já a criação de emprego será um problema mais difícil de ultrapassar, uma vez que não parece haver saída nos sectores tradicionais.
Só mesmo com apostas em novas áreas.

Texto e gráfico: Rafael Cota
Para “ Diário dos Açores”

domingo, 15 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

Exportações para o estrangeiro crescem 8%

As exportações dos Açores para fora
do país atingiram, de Janeiro a Abril,
um valor de 28 milhões de euros, o que
representa um acréscimo relativamente
a igual período do ano de 2017 de
8,1 % e dizem respeito, na sua maior
parte, ao comércio de carne, peixe e
conservas.
O crescimento verificado é semelhante
ao que se verificou no total do
ano passado.
No total do ano de 2017 as exportações
atingiram 91 milhões de euros.
Este ano, se continuar neste ritmo,
poderá chegar aos 100 milhões.
As vendas para o exterior servem
para compensar as importações, que
nestes primeiros 4 meses representaram
36 % das aquisições fora do país,
um cenário que tem vindo a ser favorável,
nos últimos tempos, nesta balança
comercial com o exterior.
Os maiores volumes de exportação
dos Açores são em carne, peixe fresco,
conservas, bebidas e tabaco.
Nas importações os valores mais
significativos são produtos agrícolas e
produtos das indústrias alimentares,
de bebidas e de tabaco.

Texto e gráfico de Rafael Cota/
Exclusivo Diário dos Açores