sábado, 8 de dezembro de 2018

Movimento aeroportos




segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

sábado, 1 de dezembro de 2018

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Turismo - Especial Congresso da APAVT





Rafael Cota

http://numerosenumeros.blogspot.com/

O turismo que, durante os últimos três anos, apresentou crescimentos significativos, regista este ano, segundo os dados de Janeiro a Setembro, uma variação negativa (-0,2%), um decréscimo pouco significativo, mas que pode indiciar que os crescimentos que se registaram nos últimos 3 anos podem não continuar nos mesmos valores. Por enquanto, mantém-se sensivelmente o mesmo número de visitantes e de dormidas o que significa que, para já, se mantém a dinâmica das atividades relacionadas e o seu peso na economia da Região. O boom destes três anos fez com que a pressão de turistas por 100 habitantes já seja maior que a média nacional, em várias ilhas, sobretudo em S. Miguel, sem contar com os cruzeiros que têm uma permanência menor. O desafio agora é saber se este volume de visitantes se manterá, ou se tenderá a descer, uma resposta que dependerá dos mercados concorrentes que voltam a surgir e de eventuais medidas que possam vir a ser tomadas na Região, pelas empresas de transporte aéreo e pelas agências de viagem. Os números já refletem a dinâmica registada na economia. Segundo a conta satélite do turismo, relativa a 2015, o valor acrescentado do sector representou 6,7% do VAB regional, superior ao que se registava antes, que era de apenas 5,2%. Verifica-se também que o Consumo do Turismo no Território Económico (CTTE) representou 14,1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Região.
A conta satélite do turismo mostra ainda que o emprego nas atividades características do turismo, avaliado em número de postos de trabalho, atingiu 10,0% do emprego total regional, superior ao que indicavam os dados do inquérito ao emprego que apontavam um valor, bem mais baixo, da ordem dos 5%. Estes dados revelam que o turismo desenvolveu várias atividades e teve um importante peso na economia regional.

Papel das agências de viagem

Naturalmente que esta matéria, não deixará de estar em cima da mesa nos trabalhos do Congresso da APAVT, que decorre em Ponta Delgada, entre muitos outros temas, de âmbito nacional. No discurso interno enquanto uns relevam a importância dos aeroportos de entrada e de saída, outros acham que outros acham que a organização dos horários internos de transportes e dos programas disponíveis podem vir a ser determinantes no sector, no sentido de concertar os custos e os circuitos para que o destino Açores continue atrativo. Para já os números mostram que o número de turistas por 100 habitantes já é superior ao registado no conjunto do país, mas é de todo o interesse que se mantenha esta dinâmica para colmatar outras fragilidades da economia. Durante estes anos, o turismo foi praticamente a única atividade criadora de emprego. É possível que outras ilhas possam atrair outros perfis de turistas.

Outros indicadores

No tocante aos restantes indicadores, regista-se um ligeiro crescimento da economia, em particular, no corrente ano, derivado às capturas de atum, fazendo com que o conjunto das pescas crescesse cerca de 80 %, atingindo valores que não se verificava desde 2013 e do abate de bovinos que está a crescer cerca de 10%. Uma parte desse peixe e dessa carne, é naturalmente consumida pelos visitantes, em muitos casos atraídos pela gastronomia das ilhas.
Apesar da ligeira descida no número de dormidas, as receitas diretas do turismo continuam a aumentar, registando-se um crescimento de 8,7%. O leite, também cresceu, mas os rendimentos têm sido limitados, devido à concorrência e ao aumento dos custos de produção. O pior indicador nos Açores é o relativo à construção civil que fez cair o Valor Acrescentado Bruto e o número de ativos do sector, para mínimos nunca registados.




Turismo - Especial Congresso da APAVT





Turismo - Especial Congresso da APAVT



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

domingo, 21 de outubro de 2018

Balanço 1º Semestre

Peixe e carne com resultados 
positivos no 1º semestre




A pesca foi o sector que apresentou maior crescimento no 1º semestre   do corrente ano, com um aumento de 96%, em resultado das capturas de   atum, perspectivando-se um crescimento que não se regista há vários   anos. De Janeiro a Agosto foram descarregados nos portos dos Açores  9,6 mil toneladas de pescado, sendo 6,5 mil toneladas de atum e as  restantes 3,1 mil toneladas de outros peixes, moluscos e crustáceos.  Nos meses em referência, Janeiro a Agosto, o total de pescado rendeu   28 milhões de euros, na primeira venda. Também com peso significativo na economia surge, de igual modo, com   bons resultados o abate de bovinos, com um aumento de 10%, relativamente a 2017. De acordo com os dados distribuídos pelo Serviço Regional de   Estatística dos Açores, apresentam também indicadores positivos, relativamente a igual período do ano passado, o número de licenças de construção e a venda de viaturas. Estão também no lado positivo os indicadores referentes à produção de queijo, consumo de leite, leite entregue nas fábricas, número de   passageiros desembarcados e consumo de energia. Os indicadores conhecidos, até agora, mostram que o turismo, que   durante os últimos três anos apresentou crescimentos significativos,   agora regista uma variação negativa, de -0,4%, um decréscimo pouco   significativo, mas que pode indiciar que os crescimentos que se   registaram nos últimos 3 anos foram conjunturais e, provavelmente, não   vão continuar nos mesmos valores, como já se esperava. No entanto, mantém-se sensivelmente o mesmo número de visitantes e de dormidas o que significa que se mantém a dinâmica nas actividades relacionadas e o peso na economia da Região. Fica por saber é se este volume de turistas se manterá, ou se tenderá a descer, uma resposta que dependerá dos mercados concorrentes e de eventuais medidas que possam vir a ser tomadas na Região, pelas empresas de
transporte aéreo e agências de viagem, no sentido de concertar os custos e os circuitos para que o destino Açores continue atractivo. A boa notícia é que, a conta satélite do Turismo relativa a 2015  mostra que o valor acrescentado do sector representou 6,7% do VAB regional (Valor Acrescentado Bruto), superior ao que se registava antes, que era de apenas 5,2%. Verifica-se também que o Consumo do Turismo no Território Económico  (CTTE) representou 14,1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Região. A conta satélite do turismo mostra ainda que o emprego nas actividades  características do turismo, avaliado em número de postos de trabalho,  atingiu 10,0% do emprego total regional, superior ao que indicavam os  dados do inquérito ao emprego que apontavam um valor, bem mais baixo,  da ordem dos 5%. Estes dados revelam que o turismo desenvolveu várias actividades e teve já em 2015 um importante peso na economia regional. Resta saber se esses valores vão crescer ou vão manter-se, uma vez que, entre os factores que fazem crescer o PIB, estão os vencimentos dos funcionários, o que parece não ser o caso do turismo. Apesar da quebra no turismo e na venda do cimento,
os indicadores neste primeiro semestre são favoráveis e perspectivam um crescimento da atividade económica, de resto também visível no valor calculado pelo Serviço Regional de Estatística, que no mês de Julho, apresentava um crescimento de 2,1%, No mesmo sentido aponta a taxa de desemprego, que no 2º Trimestre desceu para 8,2%. A Região deparou-se com uma ligeira curva descendente, em 2016, que se prolongou até aos primeiros meses de 2018, mas essa situação alterou-se no 2º trimestre de 2018. É previsível que alguns indicadores venham, ainda, a melhorar, como é o caso das exportações, que deverão aumentar com a venda de conservas, face à excelente safra de atum.

Publicado no "Diário dos Açores" de 19 de Outubro de 2018

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Turismo


O Turismo desceu em todas as ilhas, à exceção do Pico e do Corvo. Também no conjunto da Região desceu 0,4% relativamente a igual período do ano passado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Turismo cresce mais na Terceira

 Balanço de quatro anos
Turismo cresce mais na Terceira e menos no Faial e S. Jorge


Publicado no "Diário dos Açores" de 21 de Agosto de 2018

Um balanço dos números da actividade turística desde o arranque das low cost permite conlcuir que a ilha que, proporiconalmente, mais cresceu em termos de dormidas, foi a Terceira e em pior lugar ficaram o Faial e S. Jorge, com um crescimento de apenas 16%.
Os dados, recentemente divulgados, mostram que nos primeiros 5 meses do corrente ano, o turismo cresceu apenas 0,2%, o mesmo é dizer, que praticamente estagnou, ou pelo menos está longe dos aumentos registados em anos anteriores, de 19%, 21% e 15%, confirmando que estes números não se iriam verificar para sempre. (Nota: Os valores referentes a 2018 são estimativas com base nos dados até agora disponíveis).
De acordo com a directora regional do Turismo, a “contenção nas taxas de crescimento associadas ao número de turistas” é justificada pela “desaceleração conjuntural internacional dos fluxos turísticos já prevista desde fins de 2017”, assim como pelo “ressurgimento de destinos de sol e praia baseadas em políticas comerciais de preço extremamente baixo e fortemente subsidiadas na vertente da promoção”.
Já se calculava que o forte incremento do turismo nos Açores resultara da operação das low cost, com preços altamente apelativos e pelo receio da insegurança de alguns destinos, mas o facto é que a promoção intensiva e preços muito baixos em destinos como Egito, Turquia ou Tunísia, influenciam negativamente destinos como os Açores e mesmo o continente.
Estes 4 anos confirmaram também que, por muito que o turismo cresça, não é fácil contrariar a sazonalidade e não sendo um destino de sol e praia, dificilmente terá números muito elevados, nas épocas baixas.
Ainda bem, dirão alguns; pena dirão outros. Há quem receasse, que o excesso de turistas em alguns locais pudesse trazer problemas ambientais, porém, é uma realidade, que nestes últimos 4 anos o turismo permitiu animar a economia e já vários empresários se preparavam para novos investimentos.
Este espaço de tempo permitiu também confirmar que o aumento do turismo não depende das ligações aéreas diretas mas sim da organização dos programas oferecidos pelas agências de viagem e dos horários das ligações internas da SATA. Aliás um fenómeno que é muito anterior ao boom do turismo agora registado.
Tem-se o exemplo da Terceira cujo volume de turistas começou a crescer antes das viagens diretas da Ryanair para as Lajes.
De um modo geral, o turista quer ver duas ou três ilhas e sentir o mar. Veja-se pela explosão das empresas de atividades ligadas ao mar.
O facto é que todas as ilhas ganharam com o aumento do turismo, embora em dimensões diferentes.
O baixo valor do Faial terá a ver com o facto de a ilha ter já um volume regular de hóspedes com a atividade da Assembleia, que durante todos os meses leva até à cidade muitas pessoas ligadas à política, incluindo deputados e membros do governo pelo que, em termos comparativos, é menos expressivo o valor do crescimento da atividade turística. O elevado crescimento registado na Terceira (+ 81%), em alguma medida, tem a ver com o facto de anteriormente, em 2015, os números serem proporcionalmente dos mais baixos, só à frente da Graciosa e S. Jorge, condição que se pode perceber pelo valor de dormidas por 100 habitantes.
Esta análise permite deduzir que se torna imperativo analisar os horários dos aviões, os custos das passagens aéreas, que por vezes parecem muito em conta mas se tornam pesados se se pretende acrescentar algum volume de bagagem – o que é normal dado que quem viaja gosta sempre de levar uma recordação e ainda bem para a economia local – e é importante avaliar muito bem os preços dos diferentes serviços. Preços elevados podem afastar pessoas, já que a concorrência é muito grande, noutros destinos.
Já é claro que os Açores são um destino privilegiado para um determinado tipo de turista que gosta da natureza e que aprecia um pouco de aventura em terra ou no mar. Mas não é um destino de sol e praia, que atrai maior número de turistas. Mas são necessários os dois, para que haja uma massa crítica que justifique voos com frequência e mantenha ativas as empresas ligadas ao sector.
Rafael Cota
Para “Diário dos Açores