terça-feira, 19 de março de 2019

Cimento


sábado, 16 de março de 2019

quarta-feira, 13 de março de 2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Indicador da Atividade Económica dos Açores (IAE)


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Indicador da Atividade Económica


Apesar da dinâmica do turismo que se mantém, mesmo sem os crescimentos dos anos anteriores, e das excelentes capturas de atum, o indicador da atividade económica dos Açores apresenta neste último trimestre uma queda acentuada, provavelmente resultado da perca de rendimento da agricultura e da continuada queda da construção.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Turismo não serve de amortecedor ao afundanço do valor da agricultura


(publicado no Diário Insular de 27/12/2018


Números indiciam uma transição negativa de setores na economia açoriana

Turismo não serve de amortecedor
ao afundanço do valor da agricultura

A agricultura açoriana apresenta uma descida de tal ordem que não é compensada pelo turismo, apesar do crescimento significativo deste setor.
O Valor Acrescentado Bruto (VAB) nos Açores referente ao turismo foi o que mais cresceu entre 2015 e 2016, enquanto a agricultura e as pescas registaram uma quebra, sendo os valores tanto do crescimento do  turismo como da diminuição da agricultura ainda mais acentuados se comparados com 2014.
Os dados divulgados pelo INE referentes às Contas Regionais de 2016, agora definitivos e que foram analisados pelo jornalista Rafael Cota, mostram que o setor do turismo cresceu 0,9 pontos percentuais (pp) entre 2015 e 2016 e 1,2 pp quando comparado com 2014, podendo ver-se, no quadro que se publica junto, que foi a atividade com maior crescimento, muito acima das restantes setores, com valores bastantes baixos ou negativos.
O impacto positivo do turismo na economia tinha já sido referido na conta satélite do turismo, distribuída pelo SREA, relativa a 2015, e vem confirmado nas Contas Regionais.
Os dados do VAB agora conhecidos incluem os dados definitivos relativos a 2016 e os números preliminares de 2017, que não contêm ainda os valores referentes ao turismo, mas os dados de 2016, como já acontecera com os de 2015, vêm confirmar que o sector do turismo e as atividades relacionadas tiveram um impacto positivo na economia, de resto como se perspetivava pela criação ou ampliação de diversas empresas relacionadas com o setor.

AGRICULTURA EM QUEDA

Enquanto o turismo apresenta um crescimento no VAB, a agricultura desce já em dois anos consecutivos, passando de 9,8% em 2014, para 9,5% em 2015 e para 8,9% em 2016, diminuindo, deste modo, a sua contribuição para a evolução da economia dos Açores.
Dado o volume financeiro que cada um dos setores, o crescimento do valor acrescentado do turismo não compensa a quebra da agricultura pelo que se pode deduzir que a desaceleração do PIB nos Açores foi, em grande parte, consequência das perdas de rendimento da agricultura, que já em 2016 tinha apresentado uma curva descendente.
Perda de emprego no setor é galopante
Uma nova agricultura
Analisando os dados disponíveis, o turismo veio dar um alento no crescimento económico e mesmo que não volte a registar os valores anteriores, bastará que mantenha o ritmo atual, para ter um efeito significativo no "aquecimento da economia do arquipélago". A continuação desta posição poderá ser viável procurando novos mercados e oferecendo outras facetas, designadamente promovendo ofertas em outras ilhas.
No tocante à agricultura, há um crescimento da produção de leite, mas supõe-se que esse aumento se destina a compensar a diminuição dos rendimentos. Neste caso, o aumento poderá parecer maior para o agricultor, mas para as contas da Região não tem um efeito positivo, como os números comprovam.
Estes dados são confirmados pelos números do emprego por ramo de atividade, também agora divulgados pelo INE, que mostram que a agricultura perdeu quase 500 trabalhadores em 2015 e cerca de 800 em 2016. Por sua vez, o turismo registou um aumento de 750 empregados em 2015 e no total dos dois anos criou mais de 1300 postos de trabalho.
A construção continua a perder peso na economia, podendo ver-se no quadro o decréscimo entre 2014 e 2016, mas consultando os dados de um período mais alargado, verifica-se que o VAB da construção desde 2010 caiu de 6,3% para 3,6%.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Turismo registou o maior crescimento no Valor Acrescentado Bruto dos Açores






O Valor Acrescentado Bruto (VAB) nos Açores referente ao turismo foi o que mais cresceu entre 2015 e 2016, enquanto a agricultura e pescas registaram uma quebra, sendo os valores tanto do crescimento do  turismo como da diminuição da agricultura ainda mais acentuados se comparados com 2014.
Os dados divulgados pelo INE referentes às Contas Regionais de2016, agora definitivos, mostram que o sector do turismo cresceu 0,9 pontos percentuais (pp) entre 2015 e 2016 e 1,2 pp quando comparados com 2014, podendo ver-se, no quadro que se publica junto, que foi a atividade com maior crescimento, muito acima das restantes setores, com valores bastantes baixos ou negativos.
O impacto positivo do turismo na economia tinha já sido referido na conta satélite do turismo, distribuída pelo SREA, relativa a 2015, e vem confirmado nas Contas Regionais.
Os dados do VAB agora conhecidos incluem os dados definitivos relativos a 2016 e os números preliminares de 2017, que não contêm ainda os valores referentes ao turismo, mas os dados de 2016, como já acontecera com os de 2015, vêm confirmar que o sector do turismo e as atividades relacionadas tiveram um impacto positivo na economia, de resto como perspetivava, pela criação ou ampliação de diversas empresas relacionadas com o setor.
Agricultura em queda
Enquanto o turismo apresenta um crescimento no VAB, a agricultura desce já em dois anos consecutivos, passando de 9,8% em 2014, para 9,5% em 2015 e para 8,9% em 2016, diminuindo, deste modo, a sua contribuição para a evolução da economia dos Açores.
Dado o volume financeiro que cada um dos sectores, o crescimento do valor acrescentado do turismo não compensa a quebra da agricultura pelo que se pode deduzir que a desaceleração do PIB nos Açores foi, em grande parte, consequência das perdas de rendimento da agricultura, que já em 2016 tinha apresentado uma curva descendente.
Estes dados são confirmados pelos números do emprego por ramo de atividade, também agora divulgados pelo INE, que mostram que a agricultura perdeu quase 500 trabalhadores em 2015 e cerca de 800 em 2016. Por sua vez, o turismo registou um aumento de 750 empregados em 2015 e no total dos dois anos criou mais de 1300 postos de trabalho.
A construção continua a perder peso na economia, podendo ver-se no quadro o decréscimo entre 2014 e 2016, mas consultando os dados de um período mais alargado, verifica-se que o VAB da construção desde 2010 caiu de 6,3% para 3,6%.

Uma nova agricultura
Analisando os dados disponíveis, o turismo veio dar um alento no crescimento económico e mesmo que não volte a registar os valores anteriores, bastará que mantenha o ritmo atual, para ter um efeito significativo no “aquecimento da economia do arquipélago”. A continuação desta posição poderá ser viável, procurando novos mercados e oferecendo outras facetas, designadamente promovendo ofertas em outras ilhas.
No tocante à agricultura, há um crescimento da produção de leite, mas supõe-se que esse aumento se destina a compensar a diminuição dos rendimentos. Neste caso, o aumento poderá parecer maior para o agricultor mas para as contas da Região não tem um efeito positivo, como os números comprovam.

Rafael Cota
Para “Diário dos Açores”



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

sábado, 15 de dezembro de 2018

Taxa de Inflação a descer nos Açores. É bom ou mau?













A taxa de inflação nos Açores, tem vindo a registar uma acentuada descida, situando-se no mês de Novembro em 0,7%, inferior à média nacional, que está nos 1,06%.
Para os consumidores, a diminuição da inflação é vista como positiva uma vez que é sinal de um abrandamento dos preços e indício de um pequeno desafogo na economia familiar.
Na verdade, na maioria dos casos, não há propriamente baixa de preços, mas sim uma desaceleração da subida, mas não deixa de ser um fator positivo para quem compra.
Mas, se é um bom sinal para o consumidor, é um mau indício para a economia no seu conjunto uma vez que, normalmente, significa que do outro lado há uma subida da taxa de desemprego.
Economistas de diferentes escolas de pensamento concordam com a princípio de que, no curto prazo, existe uma relação inversa entre a taxa de inflação e a taxa de desemprego. Ou seja, quanto maior a taxa de desemprego menor a taxa de inflação e vice-versa. A esta relação dá-se o nome de curva de “Phillips”, em homenagem ao economista que o propôs pela primeira vez.  
Esta ligação entre inflação e desemprego decorre do fato de, quanto maior for a taxa de desemprego, menos rendimento é gerado na economia, seja porque são criados menos empregos, seja porque os empregos criados pagam menores salários. O resultado é uma menor procura de bens e serviços. Quanto menor a procura, menor a margem das empresas de aumentar os preços e maior a concorrência entre as empresas pelos consumidores, o que leva a que reduzam os preços para venderem mais.
No caso dos Açores é bem provável que este fenómeno esteja a verificar-se e seja a subida da taxa de desemprego, que neste momento é superior à médica nacional, como se vê no gráfico, estando a nível nacional em 6,7% e nos Açores dois pontos percentuais mais elevada, nos 8,7%.

Acresce que, de acordo com os dados agora distribuídos pelo Serviço Regional de Estatística, os produtos que estão a registar uma maior desaceleração nos preços são os produtos de alimentares não transformados e vestuário e calçado, registando, mesmo em alguns casos uma inflação negativa, ou seja uma efetiva diminuição dos preços, sinal de que se regista efetivamente uma diminuição do poder de compra nos Açores.
Poderá pois concluir-se que os consumidores estão mesmo a apertar os cordões à bolsa, tantos em artigos supérfluos como vestuário e calçado, como já em produtos essenciais. É possível uma maior abundância de produção local desigualmente de frutas e produtos hortícolas, esteja a favorecer, também a favorecer a concorrência. Mas neste momento, o dado mais visível é que o aumento do desemprego, sobretudo em áreas sociais baixas, está a fazer as pessoas diminuírem os encargos, inclusive com a alimentação.

Rafael Cota
Para “Diário dos Açores”



quarta-feira, 12 de dezembro de 2018