quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Central geotérmica da Terceira poderá produzir 14% das necessidades da ilha




Publicado no "Diário dos Açores" de 22 de Fevereiro


A central geotérmica do Pico Alto, na

ilha Terceira, já produziu 10 MW, até ao
final de 2017, o que representa 5% das
necessidades da ilha e no corrente ano
de 2018 deverá ultrapassar os 30 GW,
que corresponderá a 14% da produção
total da Terceira.
Inaugurada em Novembro, a central
geotérmica da Terceira já tinha iniciado
os testes a 10 de Agosto, para verificação
do bom funcionamento do equipamento
eletromecânico, e segundo a EDA, “tem
mantido uma produção estável”.
Apesar de estes serem resultados
muito iniciais - frisou a Empresa de
Eletricidade no momento da inauguração
– “caso o desempenho actual se
mantenha em 2018, a produção anual
ultrapassará os 30 GWh e atingirá uma
contribuição acima de 14% na estrutura
de produção do sistema electroprodutor
da ilha Terceira”. Além da geotermia, a Terceira dispõe ainda de dois parques eólicos que representam
16,1% da produção e a Central
de Tratamento de Resíduos que atinge
uma produção de energia elétrica que
representa cerca de 4,45 %.
No conjunto, os Açores têm já uma
produção de energias renováveis de 36,6
%, no total das ilhas, o que significa que,
presentemente, só 63,4 % da produção
resulta da utilização de combustíveis
fósseis.
Se considerarmos apenas S. Miguel,
onde a produção geotérmica é maior,
as energias renováveis já representam,
segundo dados de 2017, mais de metade
das necessidades da ilha (51,1%).
No tocante ao consumo, no ano de
2017, registou-se uma ligeira descida
(-0,1%), que resulta fundamentalmente
da diminuição do consumo doméstico,
mas verificaram-se crescimentos na indústria
e no comércio e serviços.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Exportações aumentaram 8,8% mas ainda longe do pico de 2013

Publicado no "Diário dos Açores" em 15 de Fevereiro


As exportações de bens dos Açores para o estrangeiro, em 2017, atingiram 91,2 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,8 %, relativamente ao ano anterior, sendo de destacar o peso das conservas neste crescimento.
O comércio internacional proveniente do arquipélago tem sofrido variações significativas (conforme se pode ver no gráfico), tendo em 2013 atingido 124 milhões de euros.
Verifica-se que houve um nítido período de crescimento, sobretudo desde 2006, sofrendo depois uma descida significativa.
Agora essa curva descendente altera-se, podendo significar boas perspectivas do mercado açoriano para países estrangeiros.
Além das conservas, os principais produtos que saem do arquipélago para o mercado internacional são o pescado vivo, bebidas, tabaco e combustíveis referentes ao reabastecimento de aeronaves estrangeiras em escalas técnicas (cerca de 5 milhões de euros em 2017).
A carne e os produtos agrícolas não têm grande peso nestas contas, mas os produtos lácteos, incluindo as vendas para o continente, Madeira e na própria Região, atingiram em 2017 o valor de 294 milhões de euros, mais 7% por que no ano anterior.
Todavia, deste valor apenas cerca de 17 milhões correspondem a vendas para o estrangeiro, confirmando-se que são as conservas e o peixe fresco que mais pesam na balança comercial com outros países.
No sector da agricultura incluem-se as exportações de próteas para a Holanda, um sector que se tem revelado promissor.
Para além da subida das exportações, há a registar, no ano passado, como sinal positivo, a diminuição das importações em 9%, descendo para 131 milhões, ou seja um défice inferior em 20 milhões, relativamente ao ano anterior.
Nas importações destacam-se produtos da indústria alimentar, combustíveis e máquinas e equipamentos.
Incremento das exportações
Recentemente, o Presidente do Governo dos Açores anunciou que vai ser desenvolvido, este ano, o Plano Azores Export 2018, exactamente com o objectivo de aumentar as exportações.
Durante a visita ao stand dos Açores no SISAB (Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas), que decorreu em Lisboa, Vasco Cordeiro destacou, de igual modo, a importância da Marca Açores para o reforço da actividade comercial dos empresários açorianos.
“Os inquéritos que têm sido feitos demonstram, também de forma muita clara, a importância que a Marca Açores tem no incremento da atividade dos empresários, com um aumento à volta dos 18 a 20 por cento das vendas”, destacou o Presidente do Governo.
Além da presença em eventos nacionais, como é o caso do SISAB, o Azores Export 2018, desenvolvido em parceria entre a Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) e a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, prevê a participação de empresas da Região em eventos em países como os Estados Unidos, Canadá, Espanha e França, principais mercados dos produtos açorianos.
Texto e gráfico de Rafael Cota

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Desemprego 4º Trim 2017


A taxa de desemprego nos Açores aumentou 0,1 pontos percentuais entre o 3º e o 4º trimestre de 2017, depois de no trimestre anterior ter registado uma significativa descida de 10 para 8,2%.


Pesca - 2017

Conservas dos Açores ultrapassam os 50 milhões de euros em exportações
Publicado no "DIÁRIO DOS AÇORES" de 7 de Fevereiro de 2018
O total do pescado entrado nos portos dos Açores
registou, em 2017, um aumento de cerca de 10%, relativamente
ao ano anterior, contrariando uma descida
que se registava há vários anos, sendo o atum o principal
responsável por essa variação.
O aumento verificado o ano passado teve repercussões
nas receitas em lota, mais 14%, e sobretudo contribuiu
para o crescimento do valor das exportações de
conservas num valor que se estima de 7%.
Como se pode ver no gráfico, a pesca tem vindo a registar
variações, em alguns casos acentuadas, ao longo
das últimas décadas, tendo atingido um pico em 2010,
chegando às 18 mil toneladas, mas depois as capturas foram sempre diminuindo, até chegarem a 5 mil toneladas,
cerca de um terço em 2016.
O ano de 2017 interrompeu este ciclo de descida, registando
um acréscimo, que não sendo de grande monta,
pode indiciar boas perspectivas quer para quem vive
do sector, quer para a indústria das conservas.A indústria de conservas representa tradicionalmente
uma fatia importante das exportações dos Açores,
com receitas que foram em 2016 da ordem dos 40
milhões de euros e poderão atingir em 2017 os 52 milhões
de euros.
Além das exportações das conservas, há uma exportação
de pescado vivo, que em 2017 deverá rondar as duas mil toneladas, um pouco menos que 2016.
É de ter em conta também a “exportação” que resulta
do consumo dos turistas em restaurantes, que pode
ter já algum volume tendo em conta o crescimento de
turistas que se tem verificado.
Em 2017 as espécies que atingiram maiores valores
em lota, foram o atum (2 milhões de euros), o chicharro
(585 mil euros), o goraz (351 mil euros) e o Boca Negra
(332 mil euros).
Só estas espécies representam cerca de metade das
receitas provenientes da pesca.

Venda de Automóveis Novos


Pesca