quinta-feira, 20 de setembro de 2018
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Turismo
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Turismo cresce mais na Terceira
Balanço de quatro anos
De um modo geral, o turista quer ver duas ou três ilhas e sentir o mar. Veja-se pela explosão das empresas de atividades ligadas ao mar.
O facto é que todas as ilhas ganharam com o aumento do turismo, embora em dimensões diferentes.
O baixo valor do Faial terá a ver com o facto de a ilha ter já um volume regular de hóspedes com a atividade da Assembleia, que durante todos os meses leva até à cidade muitas pessoas ligadas à política, incluindo deputados e membros do governo pelo que, em termos comparativos, é menos expressivo o valor do crescimento da atividade turística. O elevado crescimento registado na Terceira (+ 81%), em alguma medida, tem a ver com o facto de anteriormente, em 2015, os números serem proporcionalmente dos mais baixos, só à frente da Graciosa e S. Jorge, condição que se pode perceber pelo valor de dormidas por 100 habitantes.
Turismo cresce mais na Terceira e menos no Faial e S. Jorge
Publicado no "Diário dos Açores" de 21 de Agosto de 2018
Um balanço dos números da actividade turística desde o arranque das low cost permite conlcuir que a ilha que, proporiconalmente, mais cresceu em termos de dormidas, foi a Terceira e em pior lugar ficaram o Faial e S. Jorge, com um crescimento de apenas 16%.
Os dados, recentemente divulgados, mostram que nos primeiros 5 meses do corrente ano, o turismo cresceu apenas 0,2%, o mesmo é dizer, que praticamente estagnou, ou pelo menos está longe dos aumentos registados em anos anteriores, de 19%, 21% e 15%, confirmando que estes números não se iriam verificar para sempre. (Nota: Os valores referentes a 2018 são estimativas com base nos dados até agora disponíveis).
Os dados, recentemente divulgados, mostram que nos primeiros 5 meses do corrente ano, o turismo cresceu apenas 0,2%, o mesmo é dizer, que praticamente estagnou, ou pelo menos está longe dos aumentos registados em anos anteriores, de 19%, 21% e 15%, confirmando que estes números não se iriam verificar para sempre. (Nota: Os valores referentes a 2018 são estimativas com base nos dados até agora disponíveis).
De acordo com a directora regional do Turismo, a “contenção nas taxas de crescimento associadas ao número de turistas” é justificada pela “desaceleração conjuntural internacional dos fluxos turísticos já prevista desde fins de 2017”, assim como pelo “ressurgimento de destinos de sol e praia baseadas em políticas comerciais de preço extremamente baixo e fortemente subsidiadas na vertente da promoção”.
Já se calculava que o forte incremento do turismo nos Açores resultara da operação das low cost, com preços altamente apelativos e pelo receio da insegurança de alguns destinos, mas o facto é que a promoção intensiva e preços muito baixos em destinos como Egito, Turquia ou Tunísia, influenciam negativamente destinos como os Açores e mesmo o continente.
Estes 4 anos confirmaram também que, por muito que o turismo cresça, não é fácil contrariar a sazonalidade e não sendo um destino de sol e praia, dificilmente terá números muito elevados, nas épocas baixas.
Ainda bem, dirão alguns; pena dirão outros. Há quem receasse, que o excesso de turistas em alguns locais pudesse trazer problemas ambientais, porém, é uma realidade, que nestes últimos 4 anos o turismo permitiu animar a economia e já vários empresários se preparavam para novos investimentos.
Este espaço de tempo permitiu também confirmar que o aumento do turismo não depende das ligações aéreas diretas mas sim da organização dos programas oferecidos pelas agências de viagem e dos horários das ligações internas da SATA. Aliás um fenómeno que é muito anterior ao boom do turismo agora registado.
Tem-se o exemplo da Terceira cujo volume de turistas começou a crescer antes das viagens diretas da Ryanair para as Lajes.
Já se calculava que o forte incremento do turismo nos Açores resultara da operação das low cost, com preços altamente apelativos e pelo receio da insegurança de alguns destinos, mas o facto é que a promoção intensiva e preços muito baixos em destinos como Egito, Turquia ou Tunísia, influenciam negativamente destinos como os Açores e mesmo o continente.
Estes 4 anos confirmaram também que, por muito que o turismo cresça, não é fácil contrariar a sazonalidade e não sendo um destino de sol e praia, dificilmente terá números muito elevados, nas épocas baixas.
Ainda bem, dirão alguns; pena dirão outros. Há quem receasse, que o excesso de turistas em alguns locais pudesse trazer problemas ambientais, porém, é uma realidade, que nestes últimos 4 anos o turismo permitiu animar a economia e já vários empresários se preparavam para novos investimentos.
Este espaço de tempo permitiu também confirmar que o aumento do turismo não depende das ligações aéreas diretas mas sim da organização dos programas oferecidos pelas agências de viagem e dos horários das ligações internas da SATA. Aliás um fenómeno que é muito anterior ao boom do turismo agora registado.
Tem-se o exemplo da Terceira cujo volume de turistas começou a crescer antes das viagens diretas da Ryanair para as Lajes.
De um modo geral, o turista quer ver duas ou três ilhas e sentir o mar. Veja-se pela explosão das empresas de atividades ligadas ao mar.O facto é que todas as ilhas ganharam com o aumento do turismo, embora em dimensões diferentes.
O baixo valor do Faial terá a ver com o facto de a ilha ter já um volume regular de hóspedes com a atividade da Assembleia, que durante todos os meses leva até à cidade muitas pessoas ligadas à política, incluindo deputados e membros do governo pelo que, em termos comparativos, é menos expressivo o valor do crescimento da atividade turística. O elevado crescimento registado na Terceira (+ 81%), em alguma medida, tem a ver com o facto de anteriormente, em 2015, os números serem proporcionalmente dos mais baixos, só à frente da Graciosa e S. Jorge, condição que se pode perceber pelo valor de dormidas por 100 habitantes.
Esta análise permite deduzir que se torna imperativo analisar os horários dos aviões, os custos das passagens aéreas, que por vezes parecem muito em conta mas se tornam pesados se se pretende acrescentar algum volume de bagagem – o que é normal dado que quem viaja gosta sempre de levar uma recordação e ainda bem para a economia local – e é importante avaliar muito bem os preços dos diferentes serviços. Preços elevados podem afastar pessoas, já que a concorrência é muito grande, noutros destinos.
Já é claro que os Açores são um destino privilegiado para um determinado tipo de turista que gosta da natureza e que aprecia um pouco de aventura em terra ou no mar. Mas não é um destino de sol e praia, que atrai maior número de turistas. Mas são necessários os dois, para que haja uma massa crítica que justifique voos com frequência e mantenha ativas as empresas ligadas ao sector.
Já é claro que os Açores são um destino privilegiado para um determinado tipo de turista que gosta da natureza e que aprecia um pouco de aventura em terra ou no mar. Mas não é um destino de sol e praia, que atrai maior número de turistas. Mas são necessários os dois, para que haja uma massa crítica que justifique voos com frequência e mantenha ativas as empresas ligadas ao sector.
Rafael Cota
Para “Diário dos Açores”
Para “Diário dos Açores”
domingo, 19 de agosto de 2018
Indicador Açores
Ao contrário do que se vinha verificando no ano passado e no
primeiro trimestre do corrente ano, verifica-se agora uma subida da atividade
económica em consequência de vários indicadores que apresentaram valores
positivos.
Analisando os diversos sectores, verifica-se no sector
primário, que o leite entregue nas fábricas (3,6%) continua a evolução muito
positiva pelo quinto trimestre consecutivo e em especial o sector da pesca que
cresce pelo quarto trimestre consecutivo, e apresenta uma subida que há anos
não apresentava, seja a pesca descarregada (90,3%) seja a exportação, por via
aérea, de peixe fresco (30,0%).
Com desempenho favorável encontra-se também o abate de gado
(12,9%). De registar ainda que a saída de gado vivo regressou a terreno
positivo (3,3%) após dois trimestres com evolução desfavorável.
No sector secundário há a realçar a produção dos principais
produtos lácteos (7,9% no leite para consumo e 5,5% no queijo), bem como o
consumo de energia industrial (4,1%). A construção apresenta também sinais
positivos em ambos os indicadores, na venda de cimento (6,2%) e no
licenciamento (35,9%). Ainda com evolução favorável é de realçar a saída da
carne de bovino (29,5%) e dos principais produtos lácteos (3,1%).
No sector terciário, o indicador dos proveitos totais da
hotelaria tradicional continua positivo (7,9%), embora o nº de dormidas tenha
apresentado evolução negativa (4,0%), após 14 trimestres consecutivos a crescer
à volta ou acima dos 10%.
Esta melhoria da economia no segundo trimestre de 2018 é visível tanto no indicador sintético da responsabilidade do autor do blogue como pelo Indicador da Actividade Económica distribuído pelo SREA, que se publica no post anterior.
Nota
Metodológica
Este indicador procura dar uma ideia da evolução
da economia nos Açores, a partir da combinação ponderada de vários dados. Não
expressa linearmente a evolução do PIB, pretende, unicamente, sintetizar a informação
disponível nas diversas variáveis económicas, procurando captar a tendência da
sua evolução dominante.
É construído a partir de séries estatísticas
registadas ao longo de vários anos. Os dados de cada mês, são comparados com os
valores médios mensais dessas séries, tendo em conta a sazonalidade e
multiplicados por um fator de ponderação, calculado a partir do peso de cada
sector no Valor Acrescentado Bruto (VAB).
Os valores apresentados são, sempre, valores
provisórios e são atualizados à medida que são conhecidos novos
dados.
Na sua elaboração são considerados, os seguintes indicadores: População empregada por sectores, dormidas na hotelaria tradicional, receita das pescas, produção de leite, abate de gado, venda de viaturas, venda de cimento, licenças de construção, consumo de energia nos diferentes sectores, produção de leite comum e de queijo.
Este indicador é baseado em dados distribuídos pelo Serviço Regional de Estatística, sendo, todavia, a sua elaboração da responsabilidade do autor da página.
Na sua elaboração são considerados, os seguintes indicadores: População empregada por sectores, dormidas na hotelaria tradicional, receita das pescas, produção de leite, abate de gado, venda de viaturas, venda de cimento, licenças de construção, consumo de energia nos diferentes sectores, produção de leite comum e de queijo.
Este indicador é baseado em dados distribuídos pelo Serviço Regional de Estatística, sendo, todavia, a sua elaboração da responsabilidade do autor da página.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
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(Publicado no Diário Insular de 20 de Fev de 2026) Rafael Cota *) De acordo com dados divulgados pelo INE, em 2024 a agricultura dos Açores...










